Muita gente acha que o mundo deveria ser "mais justo".
Ou, até mesmo, que ele seria melhor se pudesse ser "100% justo".
Mas... Pensemos como seria um mundo assim...
O tabalhador que se empenhasse mais, ganharia imediatamente um salário maior. Por outro lado, se alguém contasse uma mentirinha, então em instantes uma partezinha de sua língua cairia.
E poderemos imaginar inúmeros exemplos semelhantes! Como este: cada cidadão que declarasse seus impostos de forma corretíssima, como se espera que todo mundo faça, receberia momentos de prazer, períodos de satisfação, ou mesmo alguns orgasmos. Por outro lado, quem sonegasse seus impostos, receberia feridas no corpo, hemorróidas, ou alguma desgraça qualquer.
Mas em mundo assim, aparentemente justo, fica fácil percebermos que em um curto espaço de tempo nos tornaríamos autômatos. E faríamos qualquer coisa, e todas as coisas, de modo absolutamente egoísta, de forma interesseira.
Seria o mundo do "toma-lá-dá-cá", do "não pregar prego sem estopa". E as pessoas todas diriam: - "Faço, porque recebo de volta: é simples assim!".
Desta forma seríamos de fato máquinas, voltadas para o nosso próprio umbigo mecânico. E máquinas desconfiadas, previnidas, infelizes.
Há um texto muito antigo, que é normalmente conhecido por "Livro de Jó". Nele, o Criador permite com que Jó (um homem que ama) receba aflições severas (sendo que, a princípio, não haveria motivo para isso, posto que Jó era um homem reto). Mas ele sofre imensa dor e grandes perdas. No entanto, mantém-se firme no seu relacionamento com o Criador, demonstrando a possibilidade do amor puro, verdadeiro, sem qualquer interesse. Do amor que não julga. Do amor que não é automatizado, nem imposto por alguém (ou por uma recompensa qualquer que pudesse vir como resultado desse amor). Algo que, efetivamente, parte da mais íntima vontade...
...do próprio homem, que foi posto no mundo com plena liberdade para decidir! E para amar, de forma livre, desprendida, não interesseira. E para, assim (e só assim), poder ser feliz.
quarta-feira, 31 de março de 2010
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Um comentário:
A visão é adequada. O homem contemporâneo parece temer o pleno uso de sua liberdade. Parece preferir a submissão ao bem estar que suas paixões e o ambiente lhe impõe, ao esforço de conquistar o bem árduo que Deus lhe propõe. Esta foi a motivação dos que condenaram a Deus, não foram satisfeitos em suas expectativas, queriam um Deus nos moldes humanos, um Deus que serve, que se submete aos seus caprichos e paixões. Como Deus propôs a verdade através da liberdade, O rejeitaram. Nós, cada vez que somos omissos diante do bem, que acomodamos a nossa consciência diante do esforço e do sacrifício, condenamos mais uma vez ao Senhor, ou melhor, a nós mesmos.
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